Espanha 2010: os números do título mundial

Resumo
Espanha Campeã de 2010

Sergio Busquets e Carles Puyol com 88% em acertos de passe

Sergio Busquets e Carles Puyol registraram aproveitamento de 88% nos passes durante o torneio, terminando empatados na terceira posição nesse quesito, atrás apenas de Ricardo Carvalho, com 89%, e Felipe Melo, que liderou com 90%.

No entanto, quando se trata do volume total de passes, Xavi foi o grande destaque da competição, acumulando 544 passes e demonstrando a importância de sua participação na organização do jogo espanhol.

Na final contra a Holanda, a Espanha trocou mais de 600 passes ao longo da partida, reforçando o domínio do estilo de jogo baseado na posse de bola que marcou aquela geração.

Xavi correu 80 milhas

Xavi foi o jogador que mais percorreu distância ao longo do torneio, somando cerca de 80 quilômetros — o equivalente a duas maratonas completas. Bastian Schweinsteiger apareceu logo atrás, com aproximadamente 400 metros a menos. Apenas outros dois atletas ultrapassaram a marca dos 75 quilômetros: Maxi Pereira e Sami Khedira.

A alta quilometragem percorrida por Xavi refletia seu papel central no sistema de jogo espanhol, que exigia constante movimentação para oferecer linhas de passe e manter a posse de bola, característica fundamental do chamado “tiki-taka”.

David Villa disputou 75% dos gols

David Villa teve participação direta em 75% dos gols marcados pela Espanha na Copa do Mundo da África do Sul, seja balançando as redes ou dando assistências — um índice impressionante e o maior registrado em um Mundial desde 1962.

Na lista histórica, ele aparece à frente de grandes nomes do futebol, como Diego Maradona, que participou de 71% dos gols da Argentina em 1986, Romário, responsável por 64% dos gols do Brasil em 1994, Paolo Rossi, com 58% na Itália de 1982, e Pelé, que esteve envolvido em 53% dos gols brasileiros em 1970.

Todos os cinco jogadores citados foram protagonistas diretos nas campanhas que terminaram com o título de suas seleções, mostrando como a influência ofensiva de um atleta pode ser decisiva em Copas do Mundo.

Foram 44 anos para o próximo título

Foram necessários 44 anos para que uma seleção voltasse a conquistar uma final de Copa do Mundo utilizando seu uniforme alternativo. A Espanha repetiu esse feito histórico ao levantar o troféu vestindo a camisa azul-escura.

Antes disso, alguns casos curiosos marcaram decisões do torneio: em 1966, a Inglaterra superou a Alemanha Ocidental usando o uniforme vermelho; em 1986, a Alemanha Ocidental foi derrotada pela Argentina quando atuava de verde; em 1990, foi a vez da Argentina perder para a própria Alemanha vestindo azul-marinho; e, em 2006, a França acabou superada pela Itália jogando de branco.

A camisa azul utilizada pela Espanha na final de 2010 acabou se tornando uma das mais icônicas da história do país, passando a ser associada diretamente ao primeiro título mundial da seleção.

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Sérgio Ramos surpreende com 31 dribles

Sergio Ramos foi uma das surpresas estatísticas da Copa do Mundo de 2010 ao terminar como o jogador com maior número de dribles certos no torneio, somando 31. Na sequência apareceram Lukas Podolski, com 27, Andrés Iniesta, com 26, e Lionel Messi e David Villa, ambos com 25. Arjen Robben completou a lista dos principais dribladores, com 24.

Embora fosse lateral-direito, Ramos tinha grande liberdade ofensiva no esquema espanhol, o que explica sua alta participação em jogadas individuais e no apoio ao ataque durante toda a campanha campeã.

Espanha some 30 pontos dos 30 possíveis

A Espanha teve uma campanha impecável nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, conquistando todos os pontos possíveis e fechando a fase classificatória com 100% de aproveitamento. Até então, apenas outras três seleções haviam alcançado uma trajetória invicta em eliminatórias com pelo menos cinco partidas disputadas: o Brasil em 1970, a Alemanha Ocidental em 1982 e os Países Baixos, também no caminho para o Mundial de 2010.

A campanha perfeita nas eliminatórias reforçou o favoritismo espanhol antes do torneio e marcou o início da era mais vitoriosa da seleção, que também conquistaria a Eurocopa em 2008 e voltaria a vencer o torneio continental em 2012.

Espanha campeã da Eurocopa

Converteram 14 pênaltis

A Espanha chegou a converter 14 cobranças de pênalti consecutivas em Copas do Mundo, estabelecendo uma sequência histórica até que David Villa desperdiçou sua tentativa ao chutar para fora contra Honduras, interrompendo a série. Antes disso, diversos jogadores haviam mantido o aproveitamento perfeito da seleção nas penalidades, incluindo nomes como Butragueño, Guardiola, Hierro — que converteu três seguidas — além de Torres e o próprio Villa.

Na partida seguinte, contra o Paraguai, Xabi Alonso também não conseguiu balançar as redes em uma cobrança, encerrando de vez a sequência positiva espanhola nesse fundamento.

Apesar desses erros pontuais, a Espanha nunca perdeu uma disputa por pênaltis em Copas do Mundo até 2018, quando foi eliminada pela Rússia nas oitavas de final — mostrando que o time historicamente costuma ser confiável nesse tipo de decisão.

Em notas, Sérgio Ramos fez 9,79 no Mundial

Sergio Ramos terminou no topo do Índice Castrol, ranking que avaliava o desempenho individual dos jogadores, alcançando a impressionante nota de 9,79 em um máximo de 10 pontos. O domínio espanhol na classificação foi evidente: cinco atletas da equipe figuraram entre os seis primeiros colocados, incluindo Joan Capdevila em segundo, Carles Puyol em terceiro, Gerard Piqué em quinto e David Villa em sexto. O único a se infiltrar entre eles foi o alemão Philipp Lahm, que terminou na quarta posição.

Anos depois, apenas três jogadores da Alemanha campeã do mundo em 2014 apareceram entre os dez melhores do índice: Toni Kroos, Mats Hummels e Thomas Müller.

O Índice Castrol utilizava estatísticas avançadas e análise de desempenho em tempo real, sendo uma das primeiras tentativas de aplicar métricas detalhadas e modernas para avaliar jogadores em Copas do Mundo.

3 inovações de Vicente del Bosque

Para a lista final da Copa do Mundo de 2010, o técnico Vicente del Bosque incluiu três jogadores que ainda não haviam atuado pela seleção principal espanhola: Víctor Valdés, Javi Martínez e Pedro. Ao mesmo tempo, alguns nomes ficaram fora da convocação definitiva após integrarem o grupo provisório, como David De Gea, Diego López, César Azpilicueta, Marcos Senna, Santi Cazorla, Dani Güiza e Álvaro Negredo.

Pedro acabou se tornando o único jogador a disputar aquela Copa sem ter estreado previamente pela seleção principal, algo raro em convocações para Mundiais e que demonstra a confiança de Del Bosque no talento do atacante.

Só três marcaram

Na campanha do título na África do Sul, apenas três jogadores espanhóis balançaram as redes: Carles Puyol, Andrés Iniesta e David Villa. Esse número representou a menor variedade de goleadores já registrada por uma seleção campeã do mundo. Em contraste, a Itália de 2006 teve dez atletas diferentes marcando gols ao longo do torneio, estabelecendo o recorde nesse quesito.

Mesmo com poucos artilheiros, a Espanha venceu todas as partidas do mata-mata por 1 a 0, mostrando que a solidez defensiva e o controle do jogo foram tão decisivos quanto a eficiência no ataque.

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Mesmo perdendo o primeiro jogo

A Espanha entrou para a história como a única seleção a iniciar uma Copa do Mundo com derrota e ainda assim conquistar o título. Outras equipes campeãs também sofreram reveses durante o torneio, como a Alemanha Ocidental em 1974 e a Argentina em 1978, mas nesses casos as derrotas aconteceram já com a classificação assegurada para a fase seguinte. Curiosamente, a única seleção que terminou invicta na Copa da África do Sul foi a Nova Zelândia, que não perdeu nenhum dos seus jogos.

A derrota espanhola na estreia foi para a Suíça, resultado que não impediu a equipe de manter seu estilo de jogo e confiança — algo frequentemente citado como exemplo de força mental em competições curtas como a Copa do Mundo.

Única seleção que não sofreu gols em mata-mata

A Espanha entrou para a história como a única seleção campeã do mundo que percorreu toda a fase eliminatória sem sofrer gols. Ao longo de todo o torneio, a equipe levou apenas dois gols, igualando o recorde de defesa menos vazada em uma Copa, marca que já havia sido alcançada pela França em 1998 e pela Itália em 2006. Em contraste, a Alemanha Ocidental de 1954 conquistou o título após sofrer 14 gols, demonstrando como diferentes estilos podem levar ao sucesso.

Os quatro jogos de mata-mata da Espanha em 2010 terminaram todos em vitória por 1 a 0, sequência rara que evidencia o equilíbrio entre controle de jogo, eficiência ofensiva e solidez defensiva daquela equipe.

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