Ser eleito o melhor jogador de uma Copa do Mundo é um feito reservado a poucos atletas. Trata-se de uma conquista tão difícil que nenhum jogador conseguiu alcançá-la mais de uma vez. Ao longo das 21 edições do torneio até hoje, 21 nomes diferentes receberam esse prêmio individual. A Soccer Scorpion reuniu a lista completa de todos eles.
O Brasil lidera a lista de países com mais vencedores, somando sete jogadores. Em seguida aparecem Argentina e Itália, com três cada. Uruguai tem dois representantes, enquanto Alemanha, Croácia, França, Holanda, Hungria e Inglaterra contam com um jogador cada. Confira abaixo a relação completa, que tem Luka Modric como o vencedor mais recente.
Apesar do domínio brasileiro no total de vencedores, nenhum jogador do país conseguiu conquistar esse prêmio mais de uma vez — o que reforça o quanto é difícil repetir esse feito em Copas do Mundo.
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Em 2022:
Protagonista na final contra a França, o argentino Lionel Messi foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2022. Ao longo do torneio, ele marcou 7 gols. Na decisão, balançou as redes duas vezes, ajudando a Argentina a conquistar o título nos pênaltis por 4 a 2.
Aos 35 anos, Messi fez sua última partida em Copas do Mundo pela seleção argentina.
Com esse prêmio, Messi se tornou o primeiro jogador da história a vencer a Bola de Ouro da Copa do Mundo duas vezes (também havia sido eleito o melhor em 2014).
Em 2018:
Mesmo com a surpreendente campanha que levou a Croácia ao vice-campeonato, Luka Modric foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo da Rússia. Pouco depois, ele também recebeu o prêmio de melhor do mundo pela Fifa. Eden Hazard e Antoine Griezmann completaram o pódio da premiação.
Naquele mesmo ano, Modric quebrou a hegemonia de mais de uma década de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, tornando-se o primeiro jogador fora dessa dupla a vencer o prêmio de melhor do mundo desde 2007.
Em 2014:
No Mundial realizado no Brasil, mais uma vez o prêmio de melhor jogador ficou com um atleta da seleção vice-campeã: Lionel Messi foi o escolhido. O alemão Thomas Müller, campeão com a Alemanha, terminou na segunda posição, enquanto Arjen Robben ficou em terceiro.
Essa foi a primeira vez que Messi conquistou a Bola de Ouro da Copa do Mundo, mesmo sem levantar o troféu, algo que gerou bastante debate na época entre torcedores e especialistas.
Em 2010:
O destaque da Copa do Mundo da África do Sul foi Diego Forlán, que terminou o torneio na quarta colocação com o Uruguai. O holandês Wesley Sneijder, vice-campeão com a Holanda, ficou em segundo lugar, enquanto o espanhol David Villa, campeão com a Espanha, completou o pódio em terceiro.
Forlán foi um dos poucos jogadores a conquistar o prêmio atuando fora das grandes seleções favoritas e ainda se destacou pelos gols de longa distância, considerados alguns dos mais bonitos daquele Mundial.
Em 2006:
Mesmo com a derrota para a Itália na final disputada na Alemanha, Zinédine Zidane foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo. Ele foi protagonista na decisão ao marcar um gol de pênalti e também ao ser expulso após o episódio envolvendo Marco Materazzi. Entre os campeões italianos, Fabio Cannavaro — que mais tarde seria eleito o melhor do mundo — ficou em segundo lugar, seguido por Andrea Pirlo, em terceiro.
Zidane se tornou um dos poucos jogadores a conquistar a Bola de Ouro da Copa mesmo sendo expulso na final, o que tornou sua despedida das Copas ainda mais marcante e controversa.
Em 2002:
O prêmio, marcado por controvérsias, foi decidido antes da falha na final em Yokohama. Mesmo assim, o goleiro Oliver Kahn, vice-campeão com a Alemanha, acabou eleito o melhor jogador da Copa do Mundo realizada na Coreia do Sul e no Japão. Ronaldo ficou com a segunda colocação, enquanto o sul-coreano Hong Myung-bo terminou em terceiro.
Kahn é, até hoje, o único goleiro da história a conquistar o prêmio de melhor jogador de uma Copa do Mundo, destacando sua atuação excepcional ao longo daquele torneio.
Em 1998:
Mais um jogador de uma seleção vice-campeã aparece na lista, desta vez em uma campanha que deixou um gosto amargo para o Brasil. Ronaldo foi eleito o melhor jogador do torneio, enquanto o croata Davor Šuker, artilheiro da competição, ficou em segundo lugar, e o francês Lilian Thuram terminou na terceira posição.
A final daquela Copa ficou marcada pela atuação apagada de Ronaldo, que havia sido decisivo ao longo do torneio, levantando questionamentos até hoje sobre o que aconteceu antes da decisão.
Em 1994:
Desta vez, o prêmio de melhor jogador ficou com um atleta campeão. Romário foi o destaque da competição, com Roberto Baggio, da Itália, em segundo lugar, e Hristo Stoichkov, da Bulgária, na terceira posição.
Romário foi peça-chave na conquista do título e terminou a Copa como um dos artilheiros, formando uma dupla histórica com Bebeto no ataque brasileiro.

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Em 1990:
Salvatore Schillaci, artilheiro da competição pela Itália — que terminou em terceiro lugar jogando em casa — foi eleito o melhor jogador do torneio. O alemão Lothar Matthäus, campeão com a Alemanha, ficou na segunda posição, enquanto Diego Maradona, vice-campeão com a Argentina, completou o pódio em terceiro.
Schillaci começou a Copa como reserva e ganhou espaço ao longo do torneio, surpreendendo o mundo ao se tornar o artilheiro e principal destaque daquela edição.
Em 1986:
Foi a Copa marcada pelo brilho de Diego Maradona, que liderou a Argentina ao título e foi eleito o melhor jogador do torneio. O alemão Harald Schumacher ficou com a segunda colocação, enquanto o dinamarquês Preben Elkjær Larsen completou o top 3.
Nessa edição, Maradona protagonizou dois dos lances mais famosos da história do futebol — o gol da “Mão de Deus” e o chamado “Gol do Século”, ambos contra a Inglaterra nas quartas de final.
Em 1982:
Carrasco do Brasil e peça decisiva na conquista do título pela Itália, Paolo Rossi foi eleito o melhor jogador da competição. O brasileiro Falcão ficou na segunda posição, enquanto o alemão Karl-Heinz Rummenigge completou o pódio em terceiro.
Rossi chegou à Copa cercado de desconfiança e sem grande destaque recente, mas surpreendeu ao terminar como artilheiro do torneio, sendo fundamental para o título italiano.
Em 1978:
Mais um campeão argentino a conquistar também o prêmio individual: Mario Kempes foi o grande destaque do torneio. O italiano Paolo Rossi ficou com a segunda colocação, enquanto o brasileiro Dirceu terminou em terceiro lugar.
Kempes foi o artilheiro daquela Copa e brilhou especialmente na final, marcando dois gols na vitória da Argentina que garantiu o título em casa.
Em 1974:
Mesmo sem conquistar o título, a seleção holandesa encantou o mundo com seu “futebol total”, e Johan Cruyff foi eleito o melhor jogador do torneio. O alemão Franz Beckenbauer, campeão com a Alemanha, ficou na segunda colocação, enquanto o polonês Kazimierz Deyna terminou em terceiro.
A Holanda de Cruyff ficou famosa por seu estilo revolucionário de jogo, com jogadores trocando constantemente de posição, influenciando o futebol moderno até hoje.
Em 1970:
Na Copa em que o Brasil conquistou o tricampeonato, Pelé foi eleito o melhor jogador do torneio. Na sequência, apareceram seu companheiro de seleção Gérson, em segundo lugar, e o alemão Gerd Müller, em terceiro.
Essa edição ficou marcada como uma das maiores seleções de todos os tempos, e Pelé se tornou o único jogador da história a conquistar três títulos de Copa do Mundo.
Em 1966:
No único título da Inglaterra na história das Copas do Mundo, dois jogadores da seleção anfitriã lideraram a premiação individual: Bobby Charlton foi eleito o melhor da edição, seguido por Bobby Moore. O português Eusébio completou o pódio em terceiro lugar.
Eusébio foi o artilheiro daquela Copa e ganhou destaque especialmente pela impressionante atuação contra a Coreia do Norte, quando marcou quatro gols em uma virada histórica de Portugal.
Em 1962:
Na campanha que garantiu o segundo título mundial ao Brasil, Garrincha se destacou como o grande nome do torneio e acabou eleito o melhor jogador da competição. Logo atrás apareceram Josef Masopust, da Tchecoslováquia, e o chileno Leonel Sánchez, que completaram as primeiras posições.
Garrincha assumiu o protagonismo da seleção após a lesão de Pelé durante a Copa e foi decisivo para o título, sendo até hoje lembrado como um dos maiores desempenhos individuais da história do torneio.
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Em 1958:
Na conquista do primeiro título mundial do Brasil, outro nome do país brilhou individualmente: Didi foi reconhecido como o principal jogador daquela edição. Entre os demais destaques estiveram Pelé, que chamou atenção ainda muito jovem, e o francês Just Fontaine, artilheiro do torneio e dono de um recorde histórico de gols em uma única Copa.
ust Fontaine marcou impressionantes 13 gols nessa edição — uma marca que nunca foi superada em Copas do Mundo até hoje.
Em 1954:
Apesar de não ter conquistado o título, a Hungria dominou os principais prêmios individuais daquela edição: Ferenc Puskás foi eleito o melhor jogador, enquanto Sándor Kocsis, artilheiro do torneio, ficou na segunda colocação. O alemão Fritz Walter, capitão da seleção campeã, completou o pódio em terceiro.
Essa final ficou conhecida como o “Milagre de Berna”, já que a Alemanha venceu a poderosa Hungria de virada, mesmo após sair perdendo por 2 a 0 logo no início da partida.
Em 1950:
Mesmo sem conquistar o título atuando em casa, o Brasil teve Zizinho como principal destaque individual da competição, ocupando a primeira colocação. Os uruguaios Juan Alberto Schiaffino e Obdulio Varela também se sobressaíram e completaram a lista dos grandes nomes daquela edição.
Aquela Copa ficou marcada pelo famoso “Maracanazo”, quando o Uruguai surpreendeu o Brasil na final diante de um Maracanã lotado, em um dos resultados mais impactantes da história do futebol.
Em 1938:

O Brasil voltou a ter um representante como principal destaque de uma edição: Leônidas da Silva, artilheiro do torneio, foi eleito o melhor jogador. Na sequência apareceram o italiano Silvio Piola, campeão com a Itália, e o húngaro György Sárosi, que completaram o pódio.
Leônidas ficou conhecido como “Diamante Negro” e ajudou a popularizar a bicicleta no futebol, um dos lances mais plásticos do esporte.
Em 1934:
Atuando como anfitriã e campeã, a Itália também teve o principal destaque individual do torneio: Giuseppe Meazza foi eleito o melhor jogador daquela edição. Logo atrás apareceram Matthias Sindelar, da Áustria, e Oldřich Nejedlý, da Tchecoslováquia, que completaram as primeiras posições.
Meazza foi tão importante para o futebol italiano que um dos principais estádios do país, em Milão, leva seu nome até hoje.
Em 1930:
Na edição inaugural da Copa do Mundo, o uruguaio José Nasazzi se destacou como o principal jogador do torneio e ainda liderou sua seleção na conquista do título. Logo atrás apareceram o argentino Guillermo Stábile e outro uruguaio, José Leandro Andrade, que completaram o pódio.
Além de campeão, Nasazzi ficou conhecido como “El Gran Mariscal” por sua liderança em campo e foi um dos primeiros grandes capitães da história das Copas do Mundo.
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