Uzbequistão e Jordânia garantiram, de forma inédita, classificação para a Copa do Mundo e disputarão pela primeira vez um Mundial em 2026, edição que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Representantes do continente asiático, as duas seleções passam a integrar um grupo ainda pouco familiar ao grande público, mas que vem ganhando espaço no cenário internacional.
A vaga do Uzbequistão foi confirmada com uma rodada de antecedência, após um empate sem gols diante dos Emirados Árabes Unidos, atuando fora de casa. Com o resultado, a equipe uzbeque se juntou a outras seleções já asseguradas pela Ásia, como Irã, Japão, Coreia do Sul e Jordânia, ampliando a lista de classificados do continente.
A Jordânia confirmou sua vaga histórica ao derrotar Omã por 3 a 0 e ainda contar com a vitória da Coreia do Sul, combinação de resultados que garantiu, pela primeira vez, a classificação da seleção jordaniana para uma Copa do Mundo.
O feito acontece em um contexto especial, já que a edição de 2026 marcará a estreia dessas seleções e deve registrar um número ainda maior de novatos, consequência direta da ampliação do torneio, que passou de 32 para 48 participantes.
A Jordânia nunca havia disputado sequer uma repescagem mundial antes e, até poucos anos atrás, figurava fora do top 100 do ranking da FIFA, o que torna a classificação ainda mais simbólica para o futebol do país.
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Quem é a seleção do Uzbequistão?
Antiga integrante da União Soviética, o Uzbequistão é uma nação relativamente recente, tendo conquistado sua independência apenas em agosto de 1991. Para efeito de comparação, o lateral-esquerdo Alex Sandro, da Seleção Brasileira, nasceu antes mesmo da criação oficial do país da Ásia Central.
Por conta dessa juventude como nação independente, o Uzbequistão ainda não construiu uma trajetória extensa de conquistas no futebol internacional. Nesse cenário, a classificação para a Copa do Mundo de 2026 representa, sem dúvida, o maior marco da história do futebol uzbeque.
Antes dessa campanha histórica, a seleção havia batido na trave em duas oportunidades, alcançando a repescagem das Eliminatórias Asiáticas nas Copas de 2006 e 2014, mas sem conseguir avançar ao Mundial.
Outro ponto que chama atenção é o fato de o Uzbequistão ser o primeiro país do mundo considerado “duplamente sem saída para o mar” — ou seja, sem litoral e cercado por países igualmente sem acesso ao oceano — a garantir vaga em uma Copa do Mundo, feito inédito no torneio.
Em campo, a grande esperança da seleção está no jovem zagueiro Khusanov, de apenas 21 anos, contratado recentemente pelo Manchester City, de Pep Guardiola, após se destacar no Lens, da França. Avaliado em cerca de 35 milhões de euros, o defensor desponta como um dos jogadores mais valiosos da história do país. Outro nome de peso é o atacante Shomurodov, capitão da equipe e atualmente jogador da Roma, responsável por liderar o time dentro e fora de campo.
Além do futebol de campo, o Uzbequistão possui tradição no futsal e no futebol de base, com títulos continentais nas categorias inferiores da Ásia, o que ajuda a explicar o crescimento recente da seleção principal.
O desempenho do Uzbequistão nas Eliminatórias da Ásia
Na terceira fase das Eliminatórias Asiáticas, o Uzbequistão apresentou uma campanha consistente, acumulando seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A seleção ainda tem um compromisso pendente antes do encerramento da etapa: enfrenta o Catar, em casa, na próxima terça-feira (10).
Já na fase anterior, o desempenho foi ainda mais sólido. O time uzbeque avançou de maneira invicta, somando quatro triunfos e dois empates ao longo de seis partidas, resultado que reforçou a confiança da equipe ao longo do ciclo classificatório.
Durante essa campanha, o Uzbequistão terminou várias rodadas consecutivas sem sofrer gols, alcançando uma das melhores defesas de todas as Eliminatórias Asiáticas, fator decisivo para a classificação histórica ao Mundial.
Classificação histórica da Jordânia
Localizada no sudoeste da Ásia, a Jordânia é um país árabe situado na margem oriental do rio Jordão e faz fronteira com Arábia Saudita, Iraque, Síria, Israel e Palestina, além de ter acesso ao Mar Vermelho em sua porção sul.
Independente desde 1946, a seleção jordaniana passou a disputar as Eliminatórias para a Copa do Mundo a partir de 1986 e, após décadas de tentativas, garantiu agora sua primeira participação em um Mundial.
Antes da vaga histórica, o maior destaque da equipe havia sido a campanha que levou a Jordânia à final da Copa da Ásia de 2023, resultado que já indicava a evolução do futebol no país.
Mesmo restando um compromisso a ser disputado nas Eliminatórias, a vitória da Coreia do Sul sobre o Iraque confirmou matematicamente a classificação direta da Jordânia. Com isso, os iraquianos ainda podem, no máximo, alcançar uma vaga na repescagem.
A seleção da Jordânia é conhecida pelo apelido de “Os Cavalheiros”, em referência à imagem de disciplina e organização construída pelo time nos últimos anos, especialmente em competições continentais.
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O percurso da Jordânia até a Copa
Ao longo de nove partidas disputadas até o momento, a seleção da Jordânia somou quatro vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, sofrida em casa diante da Coreia do Sul. A campanha equilibrada foi fundamental para garantir a classificação inédita ao Mundial.
Na rodada final das Eliminatórias, já com a vaga confirmada, os jordanianos entram em campo para enfrentar o Iraque, na terça-feira (10), apenas para cumprir tabela.
Durante essa campanha, a Jordânia sofreu poucos gols e passou várias rodadas consecutivas sem ser derrotada, alcançando uma das sequências de invencibilidade mais longas de sua história em competições oficiais.
Um marco histórico para Uzbequistão e Jordânia no cenário mundial
A classificação de Uzbequistão e Jordânia para a Copa do Mundo de 2026 representa um momento histórico para ambas as seleções e evidencia o crescimento do futebol asiático nos últimos anos. Após trajetórias marcadas por evolução gradual, organização e campanhas consistentes nas Eliminatórias, os dois países alcançam pela primeira vez o principal palco do futebol mundial.
Para o Uzbequistão, a vaga simboliza o amadurecimento de um projeto construído desde a independência, impulsionado por uma geração talentosa e cada vez mais presente no futebol europeu. Já a Jordânia transforma anos de tentativas em um feito inédito, resultado de equilíbrio tático, regularidade e fortalecimento coletivo. Mais do que estreias em Copas do Mundo, as classificações representam novos patamares para as duas seleções, que agora buscam usar a experiência em 2026 como base para consolidar seus nomes entre as forças emergentes do futebol internacional.
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