De acordo com projeções realizadas pelo supercomputador da Opta, o Brasil aparece fora do grupo das cinco principais seleções favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026. No levantamento, a Espanha surge como principal candidata, seguida de perto pela França. A partir das posições seguintes, o ranking apresenta cenários que fogem do padrão histórico.
Inglaterra, Argentina, Alemanha e Portugal aparecem na sequência, formando o grupo das seleções mais bem colocadas no estudo. Já a Seleção Brasileira, atualmente comandada por Carlo Ancelotti, ocupa apenas a sétima posição, com uma probabilidade considerada baixa em comparação às potências tradicionais.
Logo atrás do Brasil está a Holanda, que figura na oitava colocação, com chances muito próximas às da equipe brasileira, o que evidencia o equilíbrio entre essas seleções no cenário projetado.
Mesmo quando aparece fora do topo em projeções estatísticas, o Brasil é a única seleção da história a disputar todas as edições da Copa do Mundo e a única pentacampeã, fator que frequentemente desafia previsões feitas por modelos matemáticos.
Você também pode gostar: Camisa do Brasil – Home
Entre altos e baixos, Brasil perde força no ranking de favoritos da Copa de 2026
As oito seleções mais bem colocadas no levantamento também figuram como cabeças de chave no sorteio da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, o que reforça o status de favoritismo atribuído a elas. O que chama atenção no ranking é justamente a posição ocupada pelo Brasil e sua ausência entre os cinco primeiros colocados.
De acordo com o relatório, a Seleção Brasileira teve um desempenho abaixo das expectativas ao longo do ciclo das Eliminatórias. Mesmo sob o comando de Carlo Ancelotti, o time sofreu derrotas inesperadas para Bolívia e Japão, além de tropeçar em empates diante de Equador e Tunísia, resultados que pesaram negativamente na avaliação.
O estudo também aponta que o Brasil não vem correspondendo nas competições recentes. Nas últimas edições da Copa do Mundo e da Copa América, a equipe sequer conseguiu avançar além das quartas de final, reforçando a percepção de queda de rendimento em momentos decisivos.
Outro ponto destacado é o longo período sem conquistas mundiais. Em 2026, completarão 24 anos desde o último título do Brasil, vencido em 2002. Desde a primeira taça, em 1958, a seleção só viveu um jejum semelhante uma única vez, entre as Copas de 1970 e 1994 — intervalo que terminou justamente em solo norte-americano. Ainda assim, o estudo aponta que o Brasil mantém chances de voltar ao topo no continente americano.
Apesar disso, a Alemanha aparece entre as primeiras posições do ranking mesmo após um ciclo marcado por instabilidade. O desempenho recente dos alemães em grandes torneios também ficou aquém do esperado: a seleção foi eliminada ainda na fase de grupos nas Copas de 2018 e 2022 e caiu nas quartas de final da última Eurocopa. Além disso, houve risco real de não garantir vaga direta no Mundial, cenário evitado apenas na rodada final das Eliminatórias, com vitória sobre a Eslováquia.
O Brasil é a seleção que mais vezes chegou às quartas de final de Copas do Mundo, mas não ultrapassa essa fase desde 2002.
A Alemanha, mesmo com eliminações precoces recentes, segue como a seleção europeia com mais finais disputadas em Copas do Mundo.
Tanto Brasil quanto Alemanha conquistaram seus últimos títulos mundiais fora de seus continentes de origem, fato que reforça o peso histórico dessas seleções em torneios disputados longe de casa.
Julian Nagelsmann ainda tem questões importantes a definir na seleção alemã, especialmente em relação ao goleiro titular e à formação ideal do meio-campo. Mesmo com essas indefinições, o relatório destaca que seria precipitado descartar a Alemanha do grupo de seleções candidatas ao título neste momento do ciclo. Ele é um dos técnicos mais jovens a comandar a seleção alemã em Copas do Mundo.
Portugal aparece na sexta colocação do ranking levando em conta a qualidade e profundidade de seu elenco. Nomes como Vitinha, João Neves e Nuno Mendes representam a nova geração, enquanto a presença de Cristiano Ronaldo, que pode se tornar o primeiro jogador da história a disputar seis edições de Copa do Mundo. segue como um diferencial. A expectativa é que jogadores mais experientes, como Rúben Dias, Bernardo Silva e Bruno Fernandes, formem a base da equipe dentro de campo.
Já a Holanda teve sua avaliação influenciada pela forte ligação de seus principais atletas com o futebol inglês. Jogadores como Van Dijk, Reijnders, Cody Gakpo, Xavi Simons e Donyell Malen atuam ou já atuaram na Premier League, o que reforça a competitividade do grupo. Sob o comando de Ronald Koeman, a seleção também conta com a experiência e o poder de decisão de Memphis Depay, jogador do Corinthians. Que está entre os maiores artilheiros da história da seleção holandesa, mesmo atuando parte de sua carreira fora das principais ligas europeias.
Os motivos que colocam a Espanha como favorita
Segundo o relatório, a Espanha aparece na liderança do ranking impulsionada pelo bom momento vivido sob o comando de Luis de la Fuente e pela grande variedade de opções no elenco. A presença de jovens talentos em plena ascensão, como Lamine Yamal, reforça a ideia de que a renovação da La Roja pode render frutos importantes na Copa do Mundo. Curiosamente, Yamal já se tornou um dos jogadores mais jovens a marcar pela seleção espanhola em competições oficiais, simbolizando essa nova fase da equipe.
A França segue um caminho semelhante, combinando experiência e juventude. Atletas como Doué e Olise ganham cada vez mais espaço no grupo liderado por Didier Deschamps, enquanto nomes consagrados seguem decisivos. Atual vice-campeã mundial, a seleção francesa ainda conta com Kylian Mbappé como principal referência ofensiva, fator que mantém os Bleus entre os favoritos ao título.
Já a Inglaterra recebeu uma avaliação mais cautelosa. O próprio estudo destacou que a campanha na Eurocopa de 2024 foi bastante irregular e que Thomas Tuchel precisou de tempo para implementar suas ideias à frente do Three Lions, o que impactou o desempenho da equipe no cenário recente.
Dessa forma, a terceira colocação no ranking parece estar mais relacionada ao desempenho apresentado nas Eliminatórias, diferentemente das seleções que aparecem à frente, cuja consistência ao longo de todo o ciclo foi determinante para a avaliação.
A projeção indica que o treinador deverá buscar manter a eficiência ofensiva da equipe sem comprometer o equilíbrio defensivo, aproveitando a ampla variedade de alternativas disponíveis no elenco.
No caso da Argentina, Lionel Messi foi citado como o principal elemento capaz de decidir partidas a favor da seleção. No entanto, o estudo faz uma ressalva: a escassez de confrontos recentes contra seleções europeias de alto nível pode se tornar um obstáculo para as pretensões argentinas no torneio.
Favoritos ao título da Copa 2026
- Espanha (17,0%)
- França (14,1%)
- Inglaterra (11,8%)
- Argentina (8,7%)
- Alemanha (7,1%)
- Portugal (6,6%)
- Brasil (5,6%)
- Holanda (5,2%)
- Noruega (2,3%)
- Colômbia (2,0%)
- Bélgica (1,9%)
- Uruguai (1,7%)
- México (1,3%)
- Croácia (1,1%)
- Marrocos (1,1%)
- Equador (1,0%)
Você também pode gostar: Quem são os 5 maiores técnicos da Seleção Brasileira?
Conclusão
O ranking de favoritos para a Copa do Mundo de 2026 evidencia um cenário mais equilibrado e imprevisível do que em edições anteriores. Potências tradicionais dividem espaço com seleções em ascensão, enquanto nomes históricos, como o Brasil, enfrentam o desafio de recuperar protagonismo no cenário internacional. As projeções reforçam que desempenho recente, renovação de elenco e consistência ao longo do ciclo têm peso decisivo, mas a história do futebol mostra que Copas do Mundo frequentemente desafiam previsões e reservam surpresas até o apito final.
O futebol é feito de emoção, história e grandes seleções — e você pode vestir tudo isso. Na Soccer Scorpion, você encontra camisas inspiradas nos maiores times e jogadores do mundo, com qualidade, estilo e preço justo. Seja para torcer, colecionar ou viver o futebol no dia a dia, aqui é o lugar certo. Garanta já a sua e mostre que a sua paixão pelo jogo vai muito além das quatro linhas.